sonhos

Como sempre, hoje acordei sobressaltada com um dos meus sonhos esquisitos.

Sim, porque pelo que me contam, os meus são diferentes dos da maioria dos sonhadores!

Uns sonham a preto e branco, outros a cores, uns sentem o cheiro, outros o sabor, enfim, uma infinidade de combinações sensoriais que tornam os sonhos mais ou menos impressionantes…

Mas eu sonho a cores! Com direito a full extras!!! O que os torna muito reais e por vezes esquisitos.

Se a minha vida dava um filme, então os meus sonhos tinham direito a várias seasons em prime time.

Quando são só esquisitos e acordo sobressaltada não é mau… O pior é quando são medonhos e acordo sem ar, lavada em lágrimas e com a sensação de ter sido atropelada por um comboio.

(ultimamente sonho muitas vezes com este tema, não que tenha algo que ver com o presente raciocínio!… nunca sonhei que era atropelada por um comboio, aliás quando digo que esse sonhos são medonhos, refiro-me a medos intrínsecos, tortura psicológica, violência emocional, bem mais difíceis de esquecer depois de acordar pois reflectem a realidade e os meus piores receios.)

Os sonhos permitem-me viver fora da minha pele, levam a esquizofrenia inerente à condição humana ao expoente máximo sem prejudicar a minha existência, apenas perturbando-a levemente pelas remeniscências que deixa no corpo, pelas lembranças que despoleta vindas do nada a meio do meu dia. Ultimamente não tem sido tão frequente mas era comum acordar sabendo que tinha sonhado mas sem me recordar muito bem sobre o quê e horas depois, quando estivesse perdida nos meus pensamentos, surgiria como um clarão todo o sonho em fracções de segundo, com uma carga emocional e sensorial de atordoar qualquer um.

Aborrecido, é o cansaço que os sonhos trazem, e garanto-vos que não desaparecem nem com benzodiazepinas!

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